NOVAS ESTIMATIVAS DA PREVALÊNCIA DE HIV NO PAÍS APONTAM DESAFIOS ENORMES NA PREVENÇÃO

O Instituto Nacional de Saúde (INS) em colaboração com o Conselho Nacional de Combate ao HIV e SIDA-CNCS procederam a divulgação em Maputo, das novas estimativas da prevalência do HIV  no país, produzidas através do Inquérito de Indicadores de Imunização, Malária e HIV/SIDA em Moçambique (IMASIDA) 2015.

As estimativas divulgadas indicam que  13.2% de adultos de 15-49 anos de idade são HIV positivos contra os anteriores 11.5% reportados através do Inquérito Nacional de Prevalência, Riscos Comportamentais e Informação sobre o HIV e SIDA em Moçambique (INSIDA) 2009, facto que  representa um ligeiro aumento na prevalência.  Segundo o estudo, a  prevalência é maior nas mulheres (15%) do que nos homens (10%).

O IMASIDA 2015 mostra ainda que a prevalência de HIV é maior na área urbana (17%) em relação à área rural (11%). Quanto as províncias, a prevalência varia consideravelmente, de 5% em Tete para 24% em Gaza, esta última que continua a ser a província mais afectada pela pandemia.  A tendencia da prevalencia é crescente em 7 províncias, nomeadamente  Niassa (7,8%), Cabo Delgado (13,8), Nampula (5,7%), Zambézia (15,1%), Sofala (16,3%), Inhambane (14,1%) e Maputo Provincia (22,9%).

A prevalência é maior nas mulheres do que nos homens em quase todas as províncias com a excepção da Província de Nampula. As diferenças mais acentuadas de prevalência de HIV entre mulheres e homens verificam-se nas províncias de Maputo, Gaza e Cidade de Maputo.

Outro aspecto trazido pelo estudo é que a prevalência de HIV atinge o seu pico na faixa etária dos 35-39 anos (18% para os homens e 23% para as mulheres).

O IMASIDA 2015 efectuou também o levantamento de aspectos ligados ao conhecimentos, comportamentos e práticas em relação ao HIV.  Dados divulgados apontam para um decréscimo do conhecimento abrangente entre adolescentes e jovens dos 15 aos 24 anos em relação ao HIV e SIDA em comparação com o INSIDA 2009. Cerca de 31% das mulheres e 30% dos homens dos 15-24 anos é que possuem o conhecimento abrangente sobre HIV e SIDA contra os 36% das mulheres e 34% dos homens dos 15-24 anos possuiam o conhecimento abrangente sobre HIV e SIDA aquando do INSIDA.

Os dados trazidos pelo inquérito impoem enormes desafios em relação a prevenção do HIV a diversos níveis. Há necessidade de promover o engajamento de todas forças vivas da sociedade com vista a disseminação reiterada e permanente de informações sobre os comportamentos de risco, modos de transmissão, prevenção e  tratamento do HIV e SIDA.  Por outro lado há necessidade de fortalecer o papel da juventude como protagonista de novas normas sociais, aumentaro acesso dos jovens aos serviços compreensivos de SSR, ITS e HIV e SIDA, fortalecer os programas baseados aos jovens nas escolas na melhoria das habilidades de vida bem como promover o reforço do papel da família na educação dos adolescentes e jovens.

O IMASIDA foi conduzido pelo Instituto Nacional de Saúde (INS) em colaboração com o Instituto Nacional de Estatística (INE) com objectivo de determinar a prevalência de HIV e SIDA na população geral e de fornecer informação sobre outros indicadores de saúde da mulher e da criança no país. Foram entrevistados um total de 5.283 homens e 7.749 mulheres em 7.169 agregados familiares, de Junho a Dezembro de 2015.

 O relatório final do IMASIDA, que inclui dados sobre outros indicadores de saúde, será lançado em Agosto do corrente ano.

Baixe aqui o relatorio IMASIDA 2016_Relatorio de Indicadores Basicos for Web