Historia de sucesso

Conselheiro leigo do ATSC do CIHO, realizando o teste rápido de HIV à Flora na presença de sua mãe. Fernanda apos consulta na US, retoma o TARV e exibe com orgulho seu cartão como prova de sua coragem.

Conselheiro leigo do ATSC do CIHO, realizando o teste rápido de HIV à Flora na presença de sua mãe.
Fernanda apos consulta na US, retoma o TARV e exibe com orgulho seu cartão como prova de sua coragem.

Benefícios em Cascata:uma picada de amor e a retoma ao TARV

Fernanda tem apenas 19 anos de idade e já é mãe da pequena Flora. Tal como alguns petizes do seu bairro, Flora tem 5 anos e cresce dentro de uma família pobre, no distrito de Nicoadala, na província da Zambézia. Para sobrevivência, Fernanda e Flora dependem da ajuda da avó e tio.
Em 2014, durante a segunda gravidez, Fernanda descobriu que era seropositiva, iniciou o tratamento antiretroviral, mas devido à vergonha e ao medo do estigma, abandonou o tratamento no meio da gestação, o que teve como consequência a morte do seu bebé aos 3 meses de vida.  Volvidos 3 anos, Fernanda começou ficou doente e tendo consciência do seu estado em relação ao vírus do HIV, ela encheu-se de coragem e decidiu revelar-se a um activista comunitário do programa Força Criança Comunidade (FCC) que trabalha no seu bairro. Na visita de seguimento, e previamente autorizado, o activista do FCC foi a casa da Fernanda juntamente com o conselheiro leigo do projeto RUMOS, com o intuito de oferecer o aconselhamento e a testagem rápido do HIV a pequena Flora. Na presença e harmonia familiar, o conselheiro fez delicadamente e de forma apropriada o aconselhamento e o teste rápido de HIV, cujo resultado foi negativo para a Flora. O conselheiro do RUMOS, explicou à família sobre os cuidados e alertas a ter para manter o estado da menina. No dia seguinte, o conselheiro acompanhou a Fernanda ao serviço de saúde local para recuperar o seu processo clinico e retomar o TARV.
A mãe da Flora, que é seropositiva, percebeu o valor da intervenção da equipa do Aconselhamento e Testagem em Saúde na Comunidade (ATSC) para Crianças Órfãs e Vulneráveis (COV’s). Ela explica que antes desta abordagem, vivia na dúvida, medo e incerteza, mas agora que retomou o TARV sente-se segura. Tendo agora superado diversas barreiras e conseguido realizar o teste de HIV à Flora, de forma simples e no conforto de seu lar, com todas explicações e duvidas esclarecidas – sente-se grata, feliz e acompanhada. Felizmente, a Flora e a sua família foram capazes de receber a ajuda da sua comunidade e do projecto financiado pelo Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para o Alívio do SIDA, através da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional e implementado pelo Centro de Programas de Comunicação da Johns Hopkins.