Financiamento à Resposta ao HIV e SIDA: Mbofana defende investimentos nos Conselhos Distritais


assinatura financiamentoMaputo, 16 de Novembro – O Secretário Executivo do CNCS, Dr. Francisco Mbofana, reforçou esta quinta-feira em Maputo, a necessidade de se  investir estrategicamente nos Conselhos Distritais para que se possa dar passos importantes rumo ao controlo do HIV e SIDA. Essas accões de investimento, passam por criar capacidades a nível distrital sem deixar de lado os níveis central e provincial.

Segundo explicou, os distritos precisam de estar dotados de capacidades e ferramentas para coordenar a Resposta do HIV e SIDA. “Contrariamente ao que estamos a fazer, em termos de investir no indivíduo (no ponto focal), vamos investir no Conselho Distrital. É composto por muitas pessoas. Vamos assegurar que este Conselho Distrital como orgão de coordenação, planificação e monitoria e avaliação, possa liderar todos os processos. Se tivermos pessoas treinadas, capacitadas a nível distrital, podemos dar passos importantes rumo ao controlo do HIV e SIDA”, disse Dr. Francisco Mbofana, tendo acrescentado que para assegurar a planificação e coordenação, há necessidade ter indivíduos com capacidades para buscarem informação e usar a mesma fonte para tomar decisões.

O Secretário Executivo do CNCS, fez estes pronunciamentos à margem de um acordo de finaciamento que rubricou com a Directora da USAID Jennifer Adams, orçado em 500 mil dólares norte-americanos, que têm em vista o fortalecimento dos sistemas de Resposta ao HIV e SIDA.

Trata-se, na verdade, de um acordo que prevê a implementação de um programa de fortalecimento das capacidades e habilidades do CNCS, para cumprir o seu mandato de planificar e coordenar a resposta nacional de HIV e SIDA. O projecto irá fortalecer as capacidades técnicas dos pontos focais de HIV e SIDA de 14 ministérios do Governo de Moçambique e 15 Conselhos Distritais das províncias de Cabo Delgado, Niassa, Manica, Sofala e Inhambane. Cada província terá três distritos de enfoque, em que o projecto prevê apoio em meios de trabalho como computadores, impressoras, scannres, secretárias e veículos motorizados.

Durante o seu disrcuso, Francisco Mbofana classificou o financiamento de  estruturante e, apelou para que a colaboração com o governo americano seja fortalecida de modo a garantir o controlo da epidemia.

“A colaboração com o Governo americano não é de hoje. Vamos dar um novo passo. Ao assinar este acordo, sentimos que a colaboração vai ser longa e duradoura. Vamos continuar a consolidar a nossa parceria, porque sem ela, não conseguiremos antigir os objectivos comuns, que passam pelo controlo da epidemia em Moçambique e a nível global”, disse, para depois recordar  que “um dia o país vai financiar a Reposta e, para tal, precisamos criar capacidades a todos os níveis de modo a assegurar que nesse dia, possamos continuar a previlegiar a Resposta.”

Mbofana referiu ainda que este financiamento não pode ser medido pelo motante mas pelas intervenções estruturantes, uma vez  estarmos numa fase muito crítica de Resposta ao HIV e SIDA.

foto familiaPor seu turno, a  directora da USAID Jennifer Adams, sublinhou que o seu governo está a apoiar iniciativas que farão a diferença na vida das pessoas e ajudar Moçambique no controlo da epidemia do HIV e SIDA.

“Essa é a visão que desejamos apoiar. A visão de ter uma liderança mais forte em HIV em todos os níveis, nos distritos, comunidades e no sector privado. A visão de plataformas coordenadas que planeiam, implementam e monitoram todas as actividades relacionadas ao tratamento e prevenção do HIV, para garantir que todas as actividades sejam desenvolvidas e cumpridas. Embora Moçambique tenha feito muito progresso em HIV e SIDA podemos concordar que é necessário muito mais”, salientou.

Jennifer Adams, espera que este acordo de financiamento seja o início de uma parceria longa e duradoura para a Resposta Nacional.

Participaram neste evento, quadros do CNCS, instituições Públicas, parceiros de cooperação, e membros da sociedade civil.

Refira-se que este projecto terá duração de 1 ano. Ou seja, de Novembro de 2018 até Outubro de 2019.