Tv Surdo apresenta estudo sobre acesso igual aos serviços e tratamentos de HIV e SIDA

DSC_0976A Tv Surdo apresentou esta terça-feira, dia 29 de Janeiro, nas instalações do Secretariado Executivo do CNCS, o estudo que versa sobre as lacunas nos serviços de atendimento às pessoas portadoras de deficiência em relação ao HIV e SIDA.

Trata-se de um documento produzido na cidade de Maputo, entre os períodos de Outubro a Dezembro de 2017 e Outubro e Dezembro de 2018, com o objectivo último de promover a igualdade no acesso aos serviços e tratamento da pandemia do HIV e SIDA para as pessoas portadores de deficiência.

O evento, que contou com a presença do Secretário Executivo do CNCS, Dr. Francisco Mbofana, serviu também para passar em revista assuntos ligados a inclusão da pessoa com deficiência em vários processos de definição de políticas e estratégias no âmbito da Resposta Nacional.

O estudo, ora apresentado, em jeito de conclusão, fala de lacunas, como por exemplo, o défice no acesso físico às instituições para as pessoas portadoras de deficiência, direito a confidencialidade não preservado devido a necessidade de acompanhante ao teste e o despreparo do pessoal da saúde para o atendimento a este grupo.

Concluiu-se também que, os primeiros Planos Estratégicos Nacionais de Resposta ao HIV e SIDA (PEN I e PEN II) não faziam referência qualquer, a uma abordagem relativa a este grupo específico e, somente o PEN IV é que começa a fazer referência específica sobre a necessidade de inclusão de programas voltados ao atendimento das pessoas portadoras de deficiência, como um grupo com necessidades especiais.

Por outro lado, o estudo revela algumas acções para reverter o actual cenário, tais como, o desenvolvimento de estudos de vigilância nacional e criação de iniciativas de integração das suas próprias políticas.

Intervindo na ocasião, o Secretário Executivo do CNCS, Dr. Francisco Mbofana, destacou que muitos aspectos não têm a ver com as políticas em si, pois, estas tendem geralmente a ser inclusivas na perspectiva de acautelar as preocupações de todos os grupos vulneráveis.

Assim, Mbofana afirmou que o maior desafio está na implementação, na medida em que, o fosso entre o que está escrito e a prática tem sido maior.

Por seu turno, a directora da Tv Surdo, Felismina Banze, agredeceu a oportunidade proporcionada pelo CNCS e manifestou interesse de continuar a trabalhar arduamente na Resposta Nacional ao HIV e SIDA.

De Referir que a Tv Surdo surge em 2015 como uma componente do Programa para o Fortalecimento de Mídia (MSP) e tinha como foco pessoas surdas. Em 2016 foi registada como uma organização autónoma e independente, esse crescimento obrigou a TV Surdo a ampliar o seu foco, passando deste modo a englobar pessoas portadoras de deficiência  de forma geral.