Por ocasião do Dia Internacional da Mulher: Funcionárias do CNCS fazem rastreio do cancro do colo do útero e da mama

DSC_0529No quadro das celebrações do mês da mulher, funcionárias do Secretariado Executivo do CNCS (SE-CNCS), juntaram-se esta terça-feira, 12 de Março, no Centro de Saúde de Ndlavela, Município da Matola, Província de Maputo para fazer o rastreio do cancro do colo do útero e da mama.

A comitiva de mulheres, liderada pela Secretária Executiva Adjunta, Idalina Libombo, foi recebida pelo director daquela unidade sanitária. Depois do encontro de cortesia, tiveram uma pequena explicação sobre a importância de se fazer o rastreio.

Na ocasião, ficaram a saber que o rastreio dos cancros do colo do útero e da mama é um método útil para a detecção precoce destas  anomalias  tanto no útero como na mama com vista a um tratamento atempado das mesmas  .

Os profissionais de saúde, usando um panfleto contendo imagens, sobre os diversos estágios do cancro, a partir do nível inicial até ao mais avançado explicaram ainda, que o vírus do papiloma humano ( HPV) é principal  agente causador do cancro do colo do útero e que  existem dois exames diferentes recomendados para o rastreio do mesmo (cancro do colo do útero). O exame mais antigo e mais frequentemente utilizado, a citologia ou Papanicolau, envolve a recolha de uma amostra de células da superfície do colo do útero, a qual é posteriormente enviada para um laboratório para análise ao microscópio. Um exame mais recente e mais rápido consiste na observação do colo uterino após a aplicação de uma solução de Acido Acético. Este exame é também conhecido por VIA.

De salientar que a Organização Mundial da Saúde, OMS, estima que o cancro do colo do útero afecta 32% do total das mulheres no país.

Moçambique lançou em 2009 a Estratégia Nacional para o Controlo do Cancro do colo do útero e da mama, denominado Acesso Universal à Prevenção do Cancro. Em 2014, o país criou o programa nacional para controlar a doença


DSC_0473O cancro do colo do útero é o segundo mais comum no mundo, registando uma incidência de cerca de 500 mil novos casos e 275 mil mortes anuais. Pelo menos 85 por cento de mulheres morrem desta doença em países em vias de desenvolvimento.