“Não se pode acabar com o HIV e SIDA andando sozinho”, segundo Dr. Francisco Mbofana

Maputo, 20 de Maio – A lição foi dada esta segunda-feira, em Maputo, à margem do debate sobre as “barreiras da cultura e educação no combate ao HIV e SIDA”, organizado pela Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), que contou com a presença de estudantes, académicos, sociedade civil entre outros parceiros.

DSC_0701O Secretário Executivo do Conselho Nacional do Combate ao SIDA, Dr. Francisco Mbofana, chamou atenção as organizações que têm o hábito de trabalhar de forma isolada. “Há gente que pensa que vai acabar com o HIV andando sozinho”, disse Dr. Mbofana, acrescentando que “qualquer coisa que um interveniente faz, em princípio, deveria ser no contexto do Plano Estratégico Nacional”.

DDSC_0681r. Francisco Mbofana, referiu que cada interveniente têm a obrigação de dizer ao órgão coordenador “o que está a fazer” com vista ao alcance de objectivos comuns. “A Resposta HIV e SIDA é baseada nos princípios dos “Três Uns” (um único plano estratégico, um único plano de monitoria e avaliação e uma única entidade coordenadora). O CNCS e o Secretariado Executivo, devem assegurar a juncão de esforços, para o alcance de objectivos comuns e, isso, passa pela colaboração de todos”, apelou Dr. Francisco Mbofana.

O Secretário Executivo do CNCS, que esteve no encontro como palestrante, falou também do historial da Resposta Nacional ao HIV e SIDA, Natureza do CNCS, Competências do CNCS, Conselho Técnico do SE-CNCS e do decreto 59/2017.

Por seu turno, a directora regional da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), Dra. Lídia Brito, também palestrante no encontro, questionou durante a sua apresentação, sobre o impacto dos dados dos inquéritos (INSIDA e IMASIDA) na educação. Na sua opinião “os dados deveriam estar mais detalhados. Assim como estão, é difícil medir e contextualizar”.

Lídia Brito defende que a educação eficaz requer métodos participativos e outras abordagens centradas no aluno, além de uma sequência lógica que consolide conhecimentos e competências, bem como introduza o assunto de maneira apropriada e relevante para idade, situação social e o desenvolvimento cognitivo dos alunos.

Para Brito, as escolas tem um papel particularmente relevante para alcançar grande número de jovens e que os programas de educação com base na escola tem sido eficazes no desenvolvimento tanto de atitudes saudáveis quanto de habilidades entre os jovens.

A antiga Ministra do Ensino Superior Ciência e Tecnologia referiu num outro desenvolvimento, que o estudo regional mostra que os professores têm dificuldades de transmitir conhecimentos/habilidades para a vida aos seus estudantes.

De salientar que este encontro, contou ainda com outros dois palestrantes, nomeadamente, o Dr. Irénio Gaspar do PNCHIV/MISAU e Dr. Diogo Milagre em representação da Pathfinder,