Fundação Manhiça organiza X edição da palestra anual em Saúde Global

Maputo, Junho de 2019 – Teve lugar esta terça-feira, na cidade de Maputo, a X edição da palestra anual em Saúde Global da Fundação Manhiça, entidade que gere o Centro de Investigação em Saúde de Manhiça (CISM). Este ano, o evento teve como lema “Pesquisa em HIV e SIDA: Partilhando evidências da África Austral”.

DSC_1097A Fundação Manhiça, através do Centro de Investigação em Saúde de Manhiça, aspira ser um sector relevante na geração e divulgação de conhecimento sobre os grandes desafios em saúde pública, tanto à escala nacional como internacional e, é neste contexto, que desde 2019 têm organizado anualmente a palestra anual em Saúde Global.

A sessão de abertura foi orientada pelo Secretário Permanente do Ministério da Saúde, Dr. Zacarias Zindoga, sendo que as observações iniciais foram feitas pelo Secretário Executivo do Conselho Nacional do Combate ao SIDA, Dr. Francisco Mbofana, representante da Organização Mundial da Saúde Dr. Marco Vitoria, e pela Directora da ONUSIDA em Moçambique, Dra. Eva Kiwango.

Chamado a fazer a sua intervenção, o Secretário Executivo do Conselho Nacional de Combate ao SIDA, falou do quadro actual da situação do HIV e SIDA no país, com destaque para a população jovem dos 15 – 24 anos, uma vez que os dados do CENSO 2017 mostram claramente que grande parte da população moçambicana é composta por jovens.

DSC_1089Dr. Francisco Mbofana apontou durante a sua alocução alguns factores determinantes para o HIV e SIDA em Moçambique, nomeadamente, o facto de fazer fronteira com seis países com prevalências altas de HIV e SIDA; possuir altas taxas de casamentos prematuros e uma taxa de 54,7% de pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza.

O Secretário Executivo do CNCS disse ainda que o estigma e discriminação, o limitado acesso aos serviços de saúde, leis, políticas e práticas prejudiciais constituem algumas barreiras no combate à epidemia.

No encontro, houve espaço para discussão de assuntos sobre a infecção aguda – desafios para o diagnóstico e tratamento e a abordagem “testar e iniciar” – ligação aos cuidados de saúde,

Importa realçar, que a Fundação Manhiça foi criada há 11 anos para impulsionar a pesquisa biomédica e a geração do conhecimento científico em áreas de saúde. Actualmente a fundação Manhiça é dirigida pelo conselho de patronos que é presidido desde Março de 2016 pelo Dr. Leonardo Simão e pelo conselho de administração.